Banda para mais gente, com qualidade pior
02/10/2007
Dá para olhar de duas maneiras para a expansão da banda larga no Brasil, que já atinge 6,5 milhões de pessoas. A otimista, que olha o número de novos incluídos na internet rápida. A pessimista, que enxerga a degradação da qualidade de serviço do tráfego de dados.
No segundo trimestre do ano, quase 500 mil pessoas entraram para o time da banda larga. É gente à beça, num crescimento de 8,1% em relação ao primeiro trimestre e de 35,% contra um ano atrás. Os dados são do Barômetro Cisco, feito pelo IDC, que se tornou a principal referência em banda larga no país.
O que os números da Cisco e do IDC não falam é o que se vê nos fóruns, nos e-mails e no boca-a-boca: a degringolada da qualidade de vários serviços de banda larga. Sempre que o crescimento é muito acelerado, as operadores esticam a corda ao máximo para incluir o maior número possível de novos clientes. Os velhos clientes pagam o pato.
No momento, o preço da banda larga cai gradativamente, tornando cada vez mais sem sentido a linha discada. Isso já bastaria para jogar milhares de pessoas no universo da banda larga. Com a venda maciça de computadores este ano – 10,1 milhões de PCs, aproximadamente – um novo contingente de pessoas, antes excluídas da internet, também passam a cobiçar – e a assinar – banda larga.
Está feito o nó da qualidade: se as operadoras não investirem para atenderem esse mundo cada vez maior de internautas, a coisa vai ficar impraticável. Para novos e velhos assinantes.
Postado por - Sandra Carvalho